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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O que são as coisas segundo a Wikipédia?


O que é a Insurreição Grega segundo a Wikipédia?
original
http://en.wikipedia.org/wiki/2008_Greek_riots
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traduzida automaticamente para o português
http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://en.wikipedia.org/wiki/2008_Greek_riots&sa=X&oi=translate&resnum=1&ct=result&prev=/search%3Fq%3DAlexandro%2BGrigoropoulos%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DX
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O que é Cultura Punk segundo a Wikipédia?
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Denomina-se cultura punk os estilos dentro da produção cultural que possuem certas características comuns àquelas ditas punk, como por exemplo o princípio de autonomia do faça-você-mesmo, o interesse pela aparência agressiva, a simplicidade, o sarcasmo niilista e a subversão da cultura. Entre os elementos culturais punk estão: o estilo musical, a moda, o design, as artes plásticas, o cinema, a poesia, e também o comportamento (podendo incluir ou não princípios éticos e políticos definidos), expressões linguísticas, símbolos e outros códigos de comunicação. A partir do fim da década de 1970 o conceito de cultura punk adquiriu novo sentido com a expressão Movimento Punk, que passou a ser usada para definir sua transformação em tribo urbana, substituindo uma concepção abrangente e pouco definida da atitude individual e fundamentalmente cultural pelo conceito de movimento social propriamente dito: a aceitação pelo indivíduo de uma ideologia, comportamento e postura supostos comum a todos membros do movimento punk ou da gangue ou ramificação/submovimento que ele pertence. O movimento punk é uma forma mais ou menos organizada e unificada, com o intuito de alcançar objetivos —seja a revolução política, almejada de forma diferente pelos vários subgrupos do movimento, seja a preservação e resistência da tradição punk, como forma cultural deliberadamente marginal e alternativa à cultura tradicional vigente na sociedade ou como manifestação de segregação e auto-afirmação por gangues de rua. A cultura punk, segundo esta definição, pode então ser entendida como costumes, tradições e ideologias de uma organização ou grupo social. Apesar de atualmente o conceito movimento punk ser a interpretação mais popular de cultura punk, nem todos indivíduos ligados a esta cultura são membros de um grupo ou movimento. Um grande número de punks definem o termo punk como uma manifestação fundamentalmente cultural e ideologicamente independente, cujo o aspecto revolucionário se baseia na subversão não-coerciva dos costumes do dia-a-dia sem no entanto se apegar a um objetivo preciso ou a um desejo de aceitação por um grupo de pessoas, representando uma postura distinta do caráter politicamente organizado e definido do movimento punk e de seu respectivo interesse na preservação da tradição punk em sua forma original ou considerada adequada. Esta diferença de postura entre o movimento punk e outros adeptos da cultura é responsável por constantes conflitos e discussões, às vezes violentos, que ocorrem no encontro destes indivíduos em ruas e festivais, ou através de meios de comunicação alternativos como revistas, fanzines e fóruns. [editar] Origem New York Dolls Originalmente o punk surge por volta de 1975 como uma manifestação cultural juvenil semelhante aos da década de 1950 e 1960: era caracterizado quase que totalmente por um estilo baseado em música, moda e comportamento. Esta primeira manifestação punk, o estilo punk rock, surge primeiro nos Estados Unidos com a banda The Ramones por volta de 1974 e é caracterizada por um revivalismo da cultura rock and roll (músicas curtas, simples e dançantes) e do estilo rocker/greaser (jaquetas de couro estilo motociclista, camiseta branca, calça jeans, tênis e o culto a juventude, diversão e rebeldia). Enquanto o rock and roll tradicional ainda criava estrelas do rock, que distanciavam o público do músico, o punk rock rompeu este distanciamento trazendo o princípio da música super-simplificada (pouco mais que três acordes, facilmente tocados por qualquer pessoa sem formação mínima musical) e instigando naturalmente outros adolescentes a criarem suas próprias bandas. O punk rock chega à Inglaterra e influencia uma série de jovens pouco menos de um ano depois. Na Inglaterra o princípio de que "qualquer um pode montar uma banda" e o espírito renovador do punk rock se mesclaram a uma situação de tédio cultural e decadência social, desencadeando o punk propriamente dito. Extremamente empolgado pela apresentação dos Ramones, Mark Perry abandona seu emprego e produz o primeiro fanzine punk, o Sniffin' Glue ("cheirando cola"), com a intenção de promover esta nova agitação cultural. O fanzine foi o símbolo marco para o faça-você-mesmo punk, não tinha quase nenhum recurso financeiro e era marcado pelo estilo visual deliberadamente grosseiro e com senso de humor ácido. Os Sex Pistols, antes uma banda de punk-rock comum, se torna um projeto mais ambicioso com a tutela de Malcom McLaren e a inclusão de um vocalista inventivo e provocador, Johnny Rotten. A banda passa a usar suásticas e outros símbolos nazi-fascistas, além de símbolos comunistas e indumentária sadomasoquista num agressivo deboche dos valores políticos, morais e culturais (influenciados e patrocinados por Malcolm McLaren e Vivienne Westwood, amigos aficcionados pelas idéias Dadaístas e Situacionistas). Além de ridicularizar clássicos do rock and roll, as músicas da banda costumavam demonstrar um profundo pessimismo e niilismo, agredindo diretamente diversos elementos da cultura vigente, sempre em tom sarcástico e agressivo. Logo chamam a atenção de entusiastas que começam a acompanhar os shows produzindo eles próprios de forma caseira estilos de roupas e acessórios, em geral rearranjos de roupas tradicionais como ternos, camisas e vestidos, com itens sadomasoquistas, pregos, pinos, rasgos e retalhos. Essas características —sarcasmo, interesse pelo grosseiro e o ofensivo, valorização do faça-você-mesmo, reutilização de roupas e símbolos de conhecimento geral em um novo contexto bizarro, crítica social, desprezo pelas ideologias, sejam políticas ou morais, e pessimismo— somado ao estilo empolgante e direto do punk-rock definiram a primeira encarnação do que hoje entendemos como cultura punk. A partir de 1977 esta postura punk se tornou um fenômeno impactante na maior parte do mundo e pouco a pouco foi se transformando e ramificando em sub-gêneros. [editar] Sub-gêneros As divergências éticas e comportamentais ou o simples desenvolvimento de certos estilos dentro e em harmonia com o punk criaram ao longo de sua história vários sub-gêneros que vão desde a criação de filosofias de vida à mera formação de um estilo musical e de vestuário particulares. Veja a lista de artigos sobre os sub-gêneros punk. [editar] Música Ver artigo principal: Música punk Toy Dolls O primeiro aspecto cultural punk desenvolvido foi o estilo musical. A música punk desde suas origens até os dias de hoje passou por diversas mudanças e sub-divisões, englobando características que vão do pop-rock irônico e politicamente indiferente ao ruidoso discurso político panfletário. Apesar disso, nos diversos estilos de música punk o caráter anti-social e/ou socialmente crítico é bastante recorrente e a ausência destas características é vista por alguns como justificativa para o não-reconhecimento de uma banda como sendo do estilo punk. Estilos muito distintos do punk-rock também são desconsiderados com freqüência. O estilo punk-rock tradicional caracteriza-se pelo uso de poucos acordes, em geral power chords, solos breves e simples (ou ausência de solos), música de curta duração e letras sarcásticas que podem ser politizadas ou não, em muitos casos uma manifestação de antipatia à cultura vigente. Estas características não devem ser tomadas como uma definição geral de punk-rock pois bandas e variações bem difundidas do gênero apresentam características muitas vezes antagônicas a estas, como por exemplo as músicas longas e complexas do Television, o experimentalismo cacofônico do Crass, a tendência de sociabilização das bandas de hardcore moderno e o discurso sério de algumas bandas politizadas. As mais difundidas correntes musicais punks são as descendentes do estilo punk rock original, que mantém certas características sonoras em comum com sua origem e que podem ser classificadas como Rock. Destacam-se o hardcore, oi!, grindcore, crustcore e Ska punk. Existem também estilos que não têm como origem direta o punk-rock ou que se transformaram de tal forma que se tornaram notavelmente distintas. Entre eles estão o reggae punk, pós-punk, synth-punk e outros. Há ainda outras correntes nitidamente semelhantes ao punk cujo o reconhecimento como parte do estilo não é unânime entre punks, em geral por demonstrarem uma atitude controversa ou não relacionada com o esteriótipo, como o caso da new wave. O gosto por certas bandas é algumas vezes interpretado como identificação de um indivíduo a um certo grupo, especialmente entre aqueles que defendem o caráter ideológico da cultura punk. Por exemplo, bandas como Histeria, Vírus 27 e Garotos Podres podem ser repudiado por grupos anarquistas pelas relações desses artistas com a cultura skinhead e careca, enquanto estas mesmas bandas podem ser bem aceitas e favoritas entre punks que não sejam anarcopunks. Da mesma forma que os outros elementos culturais, o porte de símbolos de certas bandas comumente associadas a determinados grupos ideológicos muitas vezes desencadeiam a hostilidade e a violência de adeptos de gangues e grupos do movimento punk com ideologias contrárias... [editar] Moda punk Ver artigo principal: Moda punk A moda é, junto à música, o aspecto cultural mais característico e evidente do punk. O termo moda, no entanto, não é bem aceito pela maioria dos punks e influenciados pela cultura punk pois é entendido estritamente como modismo, aceitação social, comércio e/ou mera aparência. Costuma-se empregar o termo estilo, com o significado de "roupa como afirmação pessoal" (apesar deste também ser um dos significados da palavra moda), ou mais comumente ainda o termo visual, utilizado em quase toda a cultura alternativa brasileira, não somente no meio punk. O estilo punk pode ser reconhecido pela combinação de alguns elementos considerados típicos (alfinetes, patches, lenços à mostra no bolso traseiro da calça, calças jeans rasgadas, calças pretas justas, jaquetas de couro com rebites e mensagens inscritas nas costas, coturnos, brincos, tênis converse, correntes, corte de cabelo moicano,(colorido ou espetado, etc) ou espetado por inteiro (dos lados, atrás e em cima) e em alguns casos lapis ou sombra no olho, sendo esta combinação aleatória ou de acordo com combinações comuns à certos sub-gêneros punk, ou ainda o reconhecimento pode ser pelo uso de uma aparência que seja desleixada, "artesanalmente" adaptada e que carregue alguma sugestão ou similaridade com o punk sem necessariamente utilizar os itens tradicionais do estilo. A moda punk, em sua maioria, é deliberadamente contrastante com a moda vigente e por vezes apresenta elementos contestadores ou ofensivos aos valores aceitos socialmente —no entanto um número considerável de punks e alguns sub-gêneros apresentam uma aparência menos chamativa (por exemplo o estilo tradicional hardcore). Há também indivíduos intimamente ligados a esta cultura que não têm nenhum interesse ou deliberadamente se recusam a desenvolver uma aparência punk, em geral motivados pelas diversas críticas que a moda punk recebeu durante sua história (veja o artigo principal: moda punk). As variações dos elementos das roupas punk e o surgimento de ramificações de estilo estão associados, na maioria dos casos, ao surgimento de novos sub-gêneros musicais, influências ideológicas e de elementos de outras culturas que em determinados momentos dividiam mesmo espaço com o punk. A idéia popularmente difundida e equivocada de que todos os elementos do esteriótipo punk foram "planejados" cuidadosamente como simbolismo da ideologia libertária/anarquista —por exemplo o coturno, originalmente trazido a cultura punk por influência da cultura skinhead, que é comumente e erroneamente justificado como símbolo de repúdio ao Exército— é com freqüência aceita entre novos punks que acabam desta forma propagando e conseqüentemente agregando pouco-a-pouco um sentido simbólico que não existia anteriormente à moda punk. Enquanto o estilo punk desligado de um movimento costuma utilizar com liberdade os elementos, combinando peças intuitivamente e utilizando outros itens que não fazem parte do estilo clássico, os membros dos diversos grupos do movimento punk consideram fundamental algumas combinações tradicionais de elementos, uma vez que elas identificam o grupo (e conseqüentemente a ideologia) específico que o indivíduo pertence. Em diversos países, incluindo o Brasil, a roupa é na maioria das vezes o elemento que desencadeia as brigas de rua entre gangues, membros de grupos divergentes do movimento punk e outros movimentos que repudiam o punk. A combinação arbitrária de elementos costuma não ser bem vista por punks de gangues e sub-grupos do movimento pois é interpretada como uma demonstração de ignorância sobre os costumes, a aparência e as ideologias punk ou fruto de uma tentativa da cultura vigente se apropriar desse estilo. Este desentendimento pode culminar no desprezo, ridicularização ou hostilidade para com o indivíduo ou, nos casos dos grupos violentos, na coerção, furto de peças e agressão. [editar] Comportamento [editar] Ideologia Ficheiro:Circle-A blue.svg Desde o seu início, o Punk teve ideias apartidárias e a liberdade para acreditar ou não em um deus ou religião qualquer. Porém, por causa do tempo de existência, seu caráter cosmopolita e amplo, ocorreram distorções de todas as formas, em diversos países, dando ao movimento Punk uma cara parecida mas totalmente particularizada em cada país. Por se assemelhar em diversos aspéctos com o anarquismo (posteriormente, a principio o movimento punk era apolítico), punks e anarquistas passaram a colaborar entre si e muitas vezes participando das ações. Passaram então a existir muitos punks que também eram realmente anarquistas, e posteriormente surgiu o anarcopunk, este ganhou um novo rumo com redirecionamento a uma nova militância política, com discursos e ações mais ativas, opondo-se à mídia tradicional, ao Estado, às instituições religiosas e grandes corporações capitalistas. Como a maior parte dos movimentos populares, o movimento punk tem quase tantas nuances quanto o número de adeptos, mas em geral sustentam valores como anti-machismo, anti-homofobia, anti-fascismo, amor livre, antilideranças, liberdade individual, autodidatismo, iconoclastia, e cosmopolismo. Existem outras vertentes do movimento como o oi! caracterizado pelo relacionamento de punks e skinheads, ou o straight edge que se auto-denominam "livres de drogas" não fazendo uso de nenhuma substância que altere o humor, incluindo o álcool e a nicotina. A outra vertente, talvez a mais tradicional e/ou original do Brasil, são as gangues, que estiveram presentes desde o começo deste movimento, principalmente em São Paulo, onde existem até hoje. São famosas pelo uso da violência e união de seus integrantes, geralmente andam em grupos não tão numerosos. Chegam a ser mais de 10 facções em São Paulo, sendo as principais só quatro delas, que são originais do começo do movimento e talvez as mais respeitadas. Alguns punks evitam relações com a mídia tradicional por filosofia, e é bem comum que não seja de conhecimento público o nome de escritores de zines - publicações alternativas, poetas, artistas plásticos, bandas, já que cada componente do seu grupo faz sua própria mídia, através da propaganda, que consiste na publicação de zines, promoção de eventos como palestras, gigs (expressão idiomática inglesa que significa "show" ou "festival", utilizada na cultura alternativa britânica e que foi adotada por alguns punks brasileiros), passeatas, panfletagens e sistemas de boletins-noticiários. Essa característica do movimento punk acarreta problemas para os seus integrantes que por algum motivo adquirem espaço na grande mídia, como foi o caso do cantor e atualmente apresentador de programa de televisão, o brasileiro João Gordo, vocalista da banda Ratos de Porão e considerado por muitos adeptos do movimento punk brasileiro como traidor.
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E O QUE É A WIKIPÉDIA SEGUNDO A WIKIPÉDIA?
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Wikipédia[3] é uma enciclopédia multilíngüe online livre, colaborativa, ou seja, escrita internacionalmente por várias pessoas comuns de diversas regiões do mundo, todas elas voluntárias. Por ser livre, entende-se que qualquer artigo dessa obra pode ser transcrito, modificado e ampliado, desde que preservados os direitos de cópia e modificações, visto que o conteúdo da Wikipédia está sob a licença GNU/FDL (ou GFDL). Criada em 15 de Janeiro de 2001, baseia-se no sistema wiki (do havaiano wiki-wiki = "rápido", "veloz", "célere"). O modelo wiki é uma rede de páginas web contendo as mais diversas informações, que podem ser modificadas e ampliadas por qualquer pessoa através de navegadores comuns, tais como o Internet Explorer, Mozilla Firefox, Netscape, Opera, Safari, ou outro qualquer programa capaz de ler páginas em HTML e imagens. Este é o fator que distingue a Wikipédia de todas as outras enciclopédias: qualquer pessoa com acesso à Internet pode modificar qualquer artigo, e cada leitor é potencial colaborador do projeto. A enciclopédia sem fins lucrativos, é gerida e operada pela Wikimedia Foundation. Está disponível em 257 idiomas ou dialetos[1] com um total de 7,5 milhões de artigos[4], dos quais 2,1 milhões de artigos são referentes à versão em língua inglesa (dados de 11 de Dezembro de 2007)[5] e 449 625 artigos na versão em língua portuguesa (dados de 4 de Janeiro de 2009). O número total de páginas ronda os 24 milhões e inclui imagens, páginas de usuários, páginas de discussão, categorias, predefinições, páginas de gestão dos projectos, etc. A versão alemã distribui-se também em DVD-ROM. Propõem-se, ainda, as idéias na versão anglófona, além de uma edição impressa. Desde seu início, a Wikipédia tem aumentado firmemente sua popularidade[6], e seu sucesso tem feito surgir outros projetos irmãos. Segundo o Alexa, a wikipédia está entre os quinze websites mais visitados no mundo[7]. A popularidade também deve-se ao fato de muitas das páginas terem sido ou copiadas ou "forkiadas". Nas palavras do co-fundador Jimmy Wales, a Wikipédia é "um esforço para criar e distribuir uma enciclopédia livre e em diversos idiomas da mais elevada qualidade possível a cada pessoa do planeta, em sua própria língua".[8] Contudo, o fato de qualquer um, especialista ou não, poder editar o conteúdo da Wikipédia tem gerado controvérsias. Algumas revistas e/ou enciclopédias rivais, tais como Encarta e Encyclopædia Britannica, têm criticado os artigos contidos na Wikipédia, que afirmam serem abordados de tal forma que condigam com a opinião da maioria e não com os fatos.
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Fonte wikipédia, né macacada?
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domingo, 28 de dezembro de 2008

PEQUENA INTRODUÇÃO ÀS IDÉIAS LIBERTÁRIAS, POR TEOTONIO SIMÕES

O QUE É O ANARQUISMO
Anarquia não é confusão. Anarquista não é bagunceiro. Anarquia, do grego: an (=sem) e arché (=poder). Anarquismo: movimento que luta por uma sociedade em que ninguém tenha poder sobre ninguém.
Também podem ser chamados de ácratas, defensores da Acracia, do grego: an (=sem) e kratos (=governo). Os ácratas, ou anarquistas, querem uma sociedade em que ninguém governe ninguém.
Pela ênfase que dão à liberdade e à negação de qualquer autoridade, são também conhecidos como libertários.

REBELIÃO RADICAL
O anarquismo é a revolta radical contra a sociedade autoritária que está aí, com seus preceitos, preconceitos e negação da liberdade individual. Para o anarquismo, o único limite à liberdade de cada um deveria ser a liberdade do outro.
O anarquismo defende a democracia direta, exercida por indivíduos que se organizam voluntariamente em federações que se confederam. Uma sociedade que se organizaria de baixo para cima, sem nenhuma autoridade..
Os anarquistas não acreditam nem em democracia representativa, nem em parlamentos, nem em eleições para eleger “representantes”. Para eles, legisladores e governantes só têm um interesse: manter o poder para eles mesmos.

AÇÃO DIRETA
Defendem ações diretas como greves, boicotes, resistência pacífica, desobediência civil, desrespeito a leis e regulamentos impostos. Ignorar e desobedecer o Poder (não conquistá-lo) é para eles a forma de destruí-lo.
A maioria dos anarquistas sempre condenou a violência. Mas como alguns optaram por ela (e isso mereceu destaque por parte de seus opositores) há quem generalize, identificando anarquismo com violência.
A opção pela ação direta e a negação da sociedade burguesa levou outros libertários a porem em prática suas idéias, vivendo de acordo com seus princípios, em comunidades alternativas ou individualmente.

ANTICAPITALISMO
Para o anarquismo, a igualdade é um meio para a liberdade. Não tem sentido igualdade sem liberdade. Mas a liberdade de fato só seria possível com a igualdade de fato.
Anarquistas foram socialistas, comunistas, coletivistas, mutualistas, cooperativistas. Mas sempre negadores do capitalismo e da sociedade burguesa e a favor da gestão dos meios de produção pelos próprios trabalhadores.
Para alguns (Tólstoi, Thoureau) a simplicidade e a negação do supérfluo (o que não lhe faz falta) seria o caminho para a igualdade. Para outros (Bakunin, Proudhon) isso só seria possível com o fim da propriedade privada.

SOCIALISMO
Socialistas, marxistas e anarquistas estiveram juntos na I Internacional. Os anarquistas, que denunciaram Marx e seguidores como autoritários, por pregarem a tomada do poder e não seu fim, foram expulsos em 1872.
Os anarquistas chegaram a apoiar a revolução russa de 1917. Mas logo passaram a denunciá-la como anti-libertária, pela perseguição aos anarquistas e pelo fortalecimento do Estado.
A existência de um Estado que se dizia operário debilitou o movimento anarquista. Alguns aderiram à Internacional de Lenin (III Internacional). Entre eles, os fundadores do PCB (Partido Comunista do Brasil). Outros continuaram denunciando o regime soviético.

INDIVIDUALISMO
Para o anarquismo, indivíduos livres são a realidade primeira e final da sociedade. São eles que, superando os condicionamentos, com sua ação e sua vontade, poderiam fazer a revolução social.
O anarquismo não aceita uma natureza humana, boa ou má. Afirma que o homem pode se aperfeiçoar, sendo cada vez mais livre, ajudando outros a se libertarem, sendo solidários.
Nem Servo, Nem Senhor! Os anarquistas não aceitam que ninguém tenha poder sobre eles. Nem querem ter poder sobre ninguém. Por isso enfatizam a solidariedade, não a competição.

ORGANIZAÇÃO
Ninguém deve ser impedido de se organizar. Mas ninguém deve ser obrigado a se organizar. O anarquismo, ao colocar a liberdade individual em primeiro plano, sempre privilegiou a organização voluntária.
Multiplicade de organizações. Liberdade irrestrita de auto-organização dos invidivíduos. Nenhuma organização definitiva. O respeito irrestrito às minorias. Estas são algumas das consequências da liberdade organizacional defendida pelo movimento anarquista.
O princípio federativo, com unidades menores que se federam para gerar unidades maiores, trabalhando voluntariamente juntas, é uma das formas de organização preferidas pelos libertários.Organizações em rede, não piramidais.

INTERNACIONALISMO
O anarquismo é internacionalista. Não aceita fronteiras, nem nações. Da mesma forma que não aceita o Estado. A fraternidade de todos, na liberdade e na igualdade é um objetivo anarquista.
A não-discriminação é outra conseqüência da posição libertária. O anarquismo é contra qualquer tipo de discriminação. O respeito às opções individuais é uma conclusão lógica do respeito à liberdade de cada indivíduo...
Daí a defesa das uniões livres, da educação livre, do amor livre, da liberdade de expressão, da liberdade feminina que encontramos em obras anarquistas, como, por exemplo, as peças de Ibsen.

AUTOGESTÃO
O anarquismo é autogestionário. Como não aceita o poder de uma pessoa sobre outra, não aceita a existência de chefes, nem de patrões, nem de burocratas, mas de um trabalho livremente coordenado.
Na educação, tem como objetivo liberar as crianças de toda autoridade moral, religiosa ou política. Defende a escola laica, não religiosa. O respeito pela vontade física, moral e intelectual de cada criança.
Nas artes e na cultura, a negação das escolas e de um bom gosto oficial. A livre manifestação estética é uma posição anárquica amplamente difundida.

ANTIGA ASPIRAÇÃO
A aspiração libertária é antiga. Lúcifer é reputado como tendo sido o primeiro a se rebelar contra a autoridade e o governo divinos, trazendo luz aos homens. É comparado por alguns libertários a Prometeu. Por outros, a Hermes Trimegisto.
Aristipo (400 A.C.) dizia que o prazer só poderia ser gozado por quem nem governasse nem fosse governado. Zenão propunha uma sociedade sem governo, com as pessoas só respeitando a lei moral.
Lao Tse dizia no Tao Te King: “onde o governo for mais lento e inativo, o povo será mais próspero. Onde o governo intervém e é eficiente, o povo está descontente.”

ANARQUISTAS
“Com que deleite deve todo (...) amigo da humanidade olhar para (...) a dissolução do governo político, esse engenho estúpido que tem sido a única causa perene dos vícios da humanidade.” — William Godwin.
“Quem quer que seja que ponha as mãos sobre mim para me governar é um usurpador, um tirano. Eu o declaro meu inimigo.” — P. J. Proudhon.
“O Estado não pode desistir da idéia de que suas leis e ordens são sagradas. E o indivíduo é considerado então como um ímpio (...) que está contra o Estado.” — Max Stiner
“Em uma palavra, nós rejeitamos toda autoridade e toda influência privilegiada, licenciada, oficial e legal, mesmo vinda de sufrágio universal, convencidos de que ela só pode vir em vantagem para uma minoria de exploradores contra os interesses da imensa maioria dos sujeitos a ela. Este é o sentido em que nós somos realmente anarquistas.” — Bakunin.
“O primeiro golpe na igualdade foi dado pela propriedade. O primeiro golpe na liberdade foi dado pelas sociedades políticas ou governos. Os únicos apoios da propriedade e dos governos são as leis religiosas e civis.” — Spartacus Weishaupt
“Tornando-nos anarquistas, declaramos guerra contra esta onda de iniquidade que eles colocaram em nossos corações. Declaramos guerra contra seu modo de agir, contra seu modo de pensar. Nós não queremos ser mandados. E dizendo isso não declaramos, ao mesmo tempo, que não queremos mandar em ninguém?” — Kropotikin.
“Reconheço que o poder, seja qual for, é uma praga. É por isso que eu professo o anarquismo.” — Louise Michel
“Se há um fato inegável atestado milhares de vezes pela experiência é o efeito corruptor da autoridade sobre os que a detêm.” — Federação do Jura da I Internacional-1871

PRIMEIRO DE MAIO
Chicago, maio de 1886. A polícia intervém em manifestação pelas oito horas de trabalho. Anarquistas são presos. Quatro enforcados. Mas suas palavras ainda ressoam:
“Todo anarquista é um socialista mas todo socialista não é necessariamente anarquista.”
Adolph Fischer — discurso no tribunal após ter sido sentenciado ao enforcamento — 1886.
“Eu desprezo vocês. Desprezo sua ordem: suas leis, sua autoridade baseada na força. Enforquem-me por isso.”
Louis Lingg — 1886 — Discurso no tribunal.
“...o estado em que uma classe domina e vive às custas de outra classe e chama isto de ordem está condenado a morrer e dar lugar a uma sociedade livre, associação voluntária, fraternidade universal.”
August Spies — 1886 — Discurso no tribunal
“Governo é para escravos; homens livres se governam.”
Albert Parsons — 1886 — Discurso no tribunal

LIBERTÁRIOS NO BRASIL
A autoridade gera sua contestação. Também no Brasil. Os quilombos são exemplos citados pelos anarquistas das aspirações de liberdade, igualdade e rebeldia contra a autoridade no Brasil.
Assumindo o anarquismo, já em 28-2-1835 aparece o jornal “Anarquista Fluminense”. Em 1848, o “Grito Anarquial”. Livros e jornais anarquistas de outros países chegam ao Brasil.
Em 1890, é constituída no Paraná a Colônia Cecilia, comunidade libertária idealizada por Giovanni Rossi, em 300 alqueires cedidos por D. Pedro II. Foi liquidada (pela República!) em 1892.

COMUNIDADES
Uma comunidade formada em Guararema por Artur Camagnoli em 1888 durou até os anos 30. Além da comunidades e sindicatos, escolas e sociedades de ajuda mútua eram formadas pelos anarquistas.
No Rio Grande do Sul foi estabelecida uma comunidade por migantes russos ucranianos em Erechim (atual Getúlio Vargas!). Foi um pólo de difusão das idéias libertárias no sul do País.
Com o aumento da migração, as idéias anarquistas frutificaram, reforçadas principalmente por italianos, portugueses e espanhóis já familiarizados com a corrente libertária da Internacional, predominante em seus países.

ANARCO-SINDICALISMO
O sindicalismo brasileiro nasceu livre, anti-estatal, libertário. A corrente majoritária era a anarco-sindicalista ou sindicalista revolucionária, que introduziu questões como a total redução do Estado e da autogestão operária.
Em 1906 foi realizado o I Congresso Operário com predominância anarquista, sendo fundada a primeira central de trabalhadores no Brasil, a COB (Confederação Operária Brasileira).
De 1908 a 1915, a COB publica “A Voz do Trabalhador”, difundindo idéias libertárias, anunciando livros, encontros, espetáculos, implantação de escolas modernas, greves e outras atividades nacionais e internacionais.

REPRESSÃO
Os anarquistas e o movimento sindical revolucionário eram perseguidos. A “lei” Afonso Gordo previa a deportação de estrangeiros. Mesmo antes da “lei”, no início do século, haviam sido expulsos do Brasil Galileu Botti, diretor do jornal Gli Schiave Bianchi e assassinado Polinice Mattei.
O Brasil fazia parte do roteiro de visitas dos militantes anarquistas, como Errico Malatesta. Gigi Damiano, após ter sido expulso do Brasil, colaborou com ele no Umanità Nuova na Itália.
Anarquistas não eram só imigrantes. Anarquistas foram Fábio Luz, Martins Fontes, Rocha Pombo, Lima Barreto, Afonso Schimidt, Hélio Silva, José Oiticica, Maria Lacerda de Moura.

ANARQUISMO HOJE
No Mundo
Se nos movimentos da década de 60 ecoavam idéias libertárias, hoje elas estão presentes em Organizações Não Governamentais (ONGs), coletivos libertários, livros e comunidades. E, claro, na Internet. A propósito, você já reparou bem na letra do “Imagine” de John Lennon?
Temas centrais do anarquismo, como a negação de todo poder, de todas as leis e de qualquer Estado continuam presentes em manifestações sobre antigas questões sociais e outras, novas, como aborto, drogas, minorias e ecológicas.
No Brasil
Há um interesse crescente pelo anarquismo. Peças teatrais foram montadas, como Bella Ciao. Em 7 de abril de 1994, Suplemento Zap de “O Estado de São Paulo” publicou matéria sobre jovens anarquistas brasileiros. E, claro, eles podem ser encontrados facilmente na Internet.

SOBRE ESTA PUBLICAÇÃO
Esta pequena apresentação das idéias libertárias foi, originalmente, desenvolvida para a Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, como parte de um projeto de Exposições Itinerantes. Que eu saiba, foi feita uma exposição em São Caetano do Sul. Imagino que ainda esteja disponível na Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo para Escolas interessadas.
Tomar contato com as idéias libertárias foi muito importante para mim, lá no distante ano de 1968. A partir delas, não apenas me foi possível fazer uma crítica mais sólida do Sistema em que vivemos, como também do “socialismo real”, burocrático e autoritário. Desde então, o livre pensamento me conduziu ao Novo Humanismo, como uma das expressões mais atuais das idéias libertárias.
Todas as páginas dão uma visão muito introdutória das principais idéias libertárias. Se você já as conhece e quiser se aprofundar ou se atualizar, vá direto à Internet.
Esta publicação podia ser encontrada na web em www.sembandeiras.org em html e também em apresentação SMIL.
Endereço atualizado:www.geocities.com/Athens/Acropolis/3471/
Data de publicação como RocketEdition: 11 agosto de 1999 (o dia em que o mundo não acabou:) — A reprodução parcial ou total do conteúdo e sua distribuição não comercial é autorizada e, inclusive, incentivada. Comentários podem ser enviados para teotonio@teotonio.org

APRESENTAÇÃO MULTIMÍDIASMIL
Esta Pequena Introdução às Idéias Libertárias também está disponível em versão multimídia, em SMIL (Synchronized Multimedia Integration Language). O arquivo está zipado. Para ver a apresentação, CLIQUE AQUI PARA FAZER O DOWNLOAD DO ARQUIVO anarquismo.zip ( 1. 4 Mb ) e salvar em uma pasta em seu computador.
Dicas
1. Descompacte em uma pasta nova em seu disco (assim fica mais fácil apagar tudo, se você não gostar, ou para distribuição, se você gostar).2. Para ver, basta clicar no arquivo sanarquismo3.smi para lançar a apresentação no RealPlayer (G2 ou superior, RealOne). Ou abra o player, (localize o arquivo sanarquismo3.smi) e dê os oks necessários.3. Se você não tiver instalado ainda um Real Player, pode “baixá-lo” em http://www.real.com/ (é de graça).4. Boa leitura... e boa audição!
Fontes:
Tarizzo, Domenico — L’Anarchia — Storia dei Movimenti Libertari nel Mondo — 1976 — Arnoldo Mandatori Editore — ItáliaEhrlich, Howard — Ehrlich, Carol — DeLeon, David — Morris, Glenda — Reinventing Anarchy (What are anarchists thinking these days?) — 1979 — Routledge & Kegan Paul — LondresA Voz do Trabalhador (coleção fac-similar do jornal da Confederação Operária Brasileira — 1908-1915) — 1985 — Imprensa Oficial do Estado S.A. — IMESP — Secretaria de Estado da Cultura — Centro de Memória SindicalRodrigues, Edgar — Socialismo e Sindicalismo no Brasil — 1969 — Laemmert, RioBerman, Paul (ed.) — Quotations from the anarchists — 1972 — Praeger Publishers, N.YorkNosso Século (1900-1910), Abril Cultural, 1980 — SP

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