sexta-feira, 17 de junho de 2011

quarta-feira, 15 de junho de 2011

terça-feira, 14 de junho de 2011

COSTA EXTREMA, 14 DE JUNHO DE 2011

Jas aqui na pequena praia extrema o capitão do fim
Dobrado o assombro o mar é o mesmo
Já ninguém o tema!
Atlas! Mostra alto o mundo no teu ombro!!!
fernando pessoa

AO LADO DE MINHA NAVE, CÁ NA COSTA EXTREMA ENCONTREI TANTAS OUTRA NAVES INTRÉPIDAS, QUE REPENTINAMENTE COMECEI A ME SENTIR PARTE DE UMA FROTA E DEIXEI DE ME SENTIR TÃO SOLITÁRIO. E ISSO É MUITO MOTIVANTE PARA MIM, PORQUE FAZ COM QUE EU SIGA NAVEGANDO COM CONVICÇÃO, SEM PERDER TEMPO ME OLHANDO E JULGANDO-ME ATRAVÉS DE CESTOS DE GÁVEAS DE NAUS ALHEIAS, OU PIOR, DESPERDIÇANDO PÓLVORA, CHUMBO GROSSO E TIROS DE CANHÃO A TOA, CONTRA ELAS, SÓ PORQUE DESEJAM VER NO FUNDO DO MAR, PELO CONSTRANGIMENTO CAUSADO POR SER ELA MALDITA SENDO ELA MESMA, A MINHA MALDITA NAU PIRATA. PARA MARCAR ESTE MOMENTO MEMORÁVEL, DO PONTO DE VISTA DA CESTA DA MINHA GÁVEA, ( que é na realidade um periscópio, posto que a minha nave é um submarino ) A PARTIR DESTE ANO, TODO DIA 14 DE JUNHO, NESTA NAVE SE COMEMORARÁ O DIA DA INTRÉPIDA TRIPULAÇÃO. E PARA A ESTRÉIA, CELEBRO AGORA, A EXISTÊNCIA DESTES QUE NESTE EXATO MOMENTO ACENAM PARA MIM:

JESSE MARTIN
JÉSSICA WATSON
LAURA DEKKER

ABBY SUNDERLAND




SACERDOTE CAPITÃO PIRATA PÉRICLES ANARCOS PANPUNK BITOLH



segunda-feira, 13 de junho de 2011

Cabo da Boa Esperança, 13 de junho de 2010






AVISO AOS NAVEGANTES



Há já duas horas cruzei a fronteira dos domínios do Triângulo das Bermudas, com três dias de vantagem na frente das minhas expectativas, e não tendo mudado o vento, nem em direção, sentido ou velocidade, achei muito estranho que esta nave tenha se posto mais acelerada. A baleia órfã, prisioneira da sereia, não podendo me acompanhar, ficou para trás uma milha marítima após a fronteira. Um caça da força aérea francesa pude distinguir perfeitamente agora enquanto o ultrapasso, quer dizer, ultrapassei de vez, de tão rápido que navego. Cheguei a me amarrar ao gurupé e mergulhar de cabeça pra baixo, pelo amor de verificar se ela realmente havia ficado para trás, ou se por baixo do casco a tal baleia órfã me impulsionava absurdamente e incrivelmente rápida. Não. é exclusivamente pelo vento que se move a nave. O facto é que agora, enquanto desentupo meus ouvidos e narinas encharcados, vejo que o convés vai muito mais espaçoso! Não sinto falta de nada, a despeito de um grande caixote que eu levava para ser enterrado no próximo porto (que há dois segundos ficou também para trás) ter se extraviado. Portanto vai aqui um rogo e aviso aos navegantes: Aquele que o encontrar, favor amarrar-lhe a uma lampréia alimentada e fresca, retalhada, para que a mistura de seu sangue com o sangue por ela roubado, atraindo os tubarões, sirva de isca para que se devore de vez e para sempre a minha maldita caixa perdida. É uma bela caixa feita em teka envelhecida, em forma de gota, amarrada por um cabo amarelo de um dourado desgastado, a uma enorme tabuleta, cuja inscrição informa: "ARCA DA AUTO-PIEDADE DE SACAPIR PERANA PANPUNK BITOLH. NÃO ABRA! CONTEÚDO VOLÁTIL E LACRIMEJANTE. ISTO É SÉRIO, NAVEGANTES. AVISADOS ESTÃO, PORTANTO NÃO HÁ MOTIVOS PARA CURIOSIDADES".



Mas caso algum campanha não acate este rogo, saberei logo, posto que este gás volátil é atraído por algo que ainda não sei o que é, mas se encontra nesta nave. Então para não desperdiçar faina não reembalarei de novo, e remeterei ao emo curioso este gás com prazo de validade vencido, porém ainda eficiente lacrimejador, para que de seus olhos minem lágrimas de tanto rir do quão ridículo é o aspecto, cor e aroma do conteúdo desta bela arca extraviada.



Portanto, seja justo, e informe qual é a sua carta náutica, e o ponto exato onde nela você se encontra, para safar do risco de esta onça não ser remetida a algum navegante inocente.




atenciosamente



Sacerdote Capitão Pirata Péricles Anarcos Bitolh

















domingo, 12 de junho de 2011

VOLTANDO DO TRIANGULO DAS BERMUDAS



OLÁ, CAMPANHAS! ESTOU VOLTANDO DEPOIS DE 1 ANO E 6 MESES NAVEGANDO PELO TRIÂNGULO DAS BERMUDAS. A EXPERIÊNCIA DA ALDEIA DOS INSURRETOS FURIOSOS DESGOVERNADOS FRUSTROU-SE DEPOIS DE APENAS 8 MESES DE VIDA EM CAMPO GRANDE E ISSO QUASE ME MATOU, ME ENLOUQUECEU, ME DESMOTIVOU DE QUASE TUDO. (não fosse meu filho, Chico Anarcos e minha sacerdotiza tatuadora e a recordação do meu primeiro desejo aos 7 anos de idade não saberia onde me apoiar e a desmotivação seria completa) E ENTÃO SEGUI O CANTO DA SEREIA RUMO AO TRIÂNGULO. (descobri que o canto não é dela. é de um filhote de baleia órfão que ela cria, vê se pode?) E AGORA TROQUEI RANCORES E PESOS MORTOS PELOS TESOUROS DO NAVIO ATOCHA NAUFRAGADO, E VOLTO A NAVEGAR RUMO A AQUI E CHEGO NESTA SEMANA. AOS QUE ME AGUARDAM, MUITO GRATO. CORTEI O CABO DA ÂNCORA E AGORA NAVEGAREMOS PARA SEMPRE, INSURRETOS, A TOMAR O MUNDO. NOSSA ALDEIA AGORA É UMA NAVE. A NAVE PERIPATÉTICA DOS INSURRETOS FURIOSOS DESGOVERNADOS, E EM CURITIBA BAIXAREMOS FERRO SÓ POR INSTANTES E NÃO MAIS EMDEFINITIVO COMO SE PLANEJOU. NOSSA, TANTA COISA PRA DIZER! DIÁRIO DE BORDO, NOVAS DESCOBERTAS , NOVOS PROJETOS ... ATÉ! VOS EMBARCO EM POUCAS HORAS! TOMAR O MUNDO, MARUJADA!
ESSA IMAGEM ACONTECEU NOS ÚLTIMOS MOMENTOS DA MINHA ESTADA NO INFERNO. RUÁ, RUÁ, RUÁ!!! DESCOBRI QUE O INFERNO É BOM PRA CARALHO! O DIABO É DESAPEGAR-SE DELE. AOS QUE DESISTIRAM DE ME ESPERAR, POR GENTILEZA, CHAME-OS DE VOLTA. DIGAM CAPITÃO SACERDOTE PÉRICLES ANARCOS ESTÁ DE VOLTA ! GRATO.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

CLICA ALI ABAIXO E VEJA O NOSSO CARDÁPIO DE MATÉRIAS!!! É ANUAL

1 - ÍNDICE RÁPIDO, PRÁTICO E EFICIENTE DO BLOG DOS ALDEÕES INSURGENTES FURIOSOS DESGOVERNADOS – DEZEMBRO DE 2008 A DEZEMBRO DE 2009
http://insurretosfuriososdesgovernados.blogspot.com/2009/12/indice-rapido-pratico-e-eficiente-do_7217.html
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2 - ÍNDICE RÁPIDO, PRÁTICO E EFICIENTE DO BLOG DOS ALDEÕES INSURGENTES FURIOSOS DESGOVERNADOS – JANEIRO DE 2010 EM DIANTE
http://insurretosfuriososdesgovernados.blogspot.com/2010/01/indice-rapido-pratico-e-eficiente-do.html
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ÍNDICE RÁPIDO, PRÁTICO E EFICIENTE DO BLOG DOS ALDEÕES INSURGENTES FURIOSOS DESGOVERNADOS – JANEIRO DE 2010 EM DIANTE

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CRÍTICA AO TEATRO FÚRIA E OS INSURRETOS FURIOSOS DESGOVERNADOS Nº 11
http://insurretosfuriososdesgovernados.blogspot.com/2010/01/11-critica-ao-teatro-furia-e-os.html
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11º CRÍTICA AO TEATRO FÚRIA E OS INSURRETOS FURIOSOS DESGOVERNADOS


A Companhia Teatro Fúria (adoro nomes que revelam sua própria história!) apresentou, obviamente, o fim do mundo com “Nepal”, escrito pelo também ator Péricles Anarcos. Foi surpreendente a todos pelo entusiasmo, competência e união do grupo. Nada mais atual e pertinente. Não me deixou nenhuma esperança e ainda por cima fez-me rir! Rir de hiena. Não é tarefa fácil fazer o ser humano rir da própria desgraça. Obrigado por me lembrar, como Tchekhov, que os seres humanos são patéticos.
Iolanda Gentileza - Professora da USP
foto por Bárbara Baptista

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

HISTÓRIA DO MUNDO - por Insurreto Arthur Lopes


O homem procura riquezas. A terra é cheia delas. Por elas fazemos inimigos, conquistamos territórios, matamos. Tomar o que é do Outro é nosso ímpeto. O homem sempre trabalhou e irá trabalhar sob a terra. Todas as raças e mais distantes povos também o fazem. Oh! Europa, bela mulher tão antiga quanto nossas rochas, não compreendes que os amigos que vivem em comunhão dividem o fruto dos seus trabalhos. A ambição, o orgulho e o egoísmo tomaram conta de ti. Fartas riquezas lhe entorpeceram o olhar, acreditavas seguir as ordens e os desejos do próprio Deus. Ele que criou o Céu e a Terra, não lhe sondamos o início, pretensiosos procuramos definir como começou. O Tempo! Ah! o Tempo como diria meu irmão, tudo transforma, inicia, extingue, desde o mais rico até a mais pobre das criaturas. Digam-me sábios do século XXI, o Homem não possui alma? Seremos eternamente separados por castas e posições? Este mesmo homem criou a arma, antes palavras ao vento, hoje rajadas de fogo, criou também pelas suas mãos a rocha lapidada, a flecha, o aço, a pólvora, o canhão, o revólver, o avião, o computador, a bomba. O que somos, além de seres imperfeitos em busca de um pouco de Luz? O que temos, além do Amor, que a nós pode salvar e tranformar também aqueles que ainda não amam. Amar o Outro, ajudar o Outro, essa é nossa verdadeira e única missão. Hoje digito essas palavras e sei que não há respostas para essas perguntas. As palavras humanas são fracas, incompreensíveis, a Fé é divina, acessível. Digo pra você amigo, que já está preparado para ouvir. Cada dia é um combate e dizem que esse mundo é prova, expiação, regeneração, ao final deles prestamos contas, analisamos, temos o livre arbítrio de decidir nossas penas, inteligentes que somos, e senhores dos animais, escolhemos o prazer ou a dor, o martírio ou a fama. Somos únicos e nossas experiências solitárias. Do que temos medo? da morte? Esse intrumento divino que nos leva até Ele, o Pai, Sábio, Bom, Justo. Só Ele o É! O homem sempre buscará as riquezas, procure-as e as achará, mas as verdadeiras riquezas não se encontram sobre a Terra. Ela está além de nossos olhares, será que somos humildes para merecê-las? Quem poderá nos julgar senão somente o Criador. Rendo graças ao Grande e Eterno, e ao meu Mestre querido. Ele veio nos ensinar o Caminho. Perdoe sempre, perdoe este ser que lhes dirige essas palavras, viva cada dia como se fosse o último, sabendo que eles continuarão em outros planos, outros canais. O que levaremos?A Fé, a Caridade e o Amor, nada mais!


Arthur Lopes * - Arthur lopes é filósofo e mora em Cuiabá -MT. Texto escrito dia 05/01/2010

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

AOS QUE VIRÃO DEPOIS DE NÓS - por Insurreto Bertold Brecht


I

"Eu vivo em tempos sombrios. Uma linguagem sem malícia é sinal de estupidez, uma testa sem rugas é sinal de indiferença. Aquele que ainda ri é porque ainda não recebeu a terrível notícia.
Que tempos são esses, quando falar sobre flores é quase um crime. Pois significa silenciar sobre tanta injustiça? Aquele que cruza tranqüilamente a rua já está então inacessível aos amigos que se encontram necessitados? É verdade: eu ainda ganho o bastante para viver. Mas acreditem: é por acaso. Nado do que eu faço dá-me o direito de comer quando eu tenho fome. Por acaso estou sendo poupado. (Se a minha sorte me deixa estou perdido!) Dizem-me: come e bebe! Fica feliz por teres o que tens! Mas como é que posso comer e beber, se a comida que eu como, eu tiro de quem tem fome? se o copo de água que eu bebo, faz falta a quem tem sede? Mas apesar disso, eu continuo comendo e bebendo.
Eu queria ser um sábio.
Nos livros antigos está escrito o que é a sabedoria: Manter-se afastado dos problemas do mundo e sem medo passar o tempo que se tem para viver na terra; Seguir seu caminho sem violência, pagar o mal com o bem, não satisfazer os desejos, mas esquecê-los. Sabedoria é isso! Mas eu não consigo agir assim. É verdade, eu vivo em tempos sombrios!

II

Eu vim para a cidade no tempo da desordem, quando a fome reinava. Eu vim para o convívio dos homens no tempo da revolta e me revoltei ao lado deles. Assim se passou o tempo que me foi dado viver sobre a terra. Eu comi o meu pão no meio das batalhas, deitei-me entre os assassinos para dormir, Fiz amor sem muita atenção e não tive paciência com a natureza. Assim se passou o tempo que me foi dado viver sobre a terra.

III

Vocês, que vão emergir das ondas em que nós perecemos, pensem, quando falarem das nossas fraquezas, nos tempos sombrios de que vocês tiveram a sorte de escapar.
Nós existíamos através da luta de classes, mudando mais seguidamente de países que de sapatos, desesperados! quando só havia injustiça e não havia revolta.
Nós sabemos: o ódio contra a baixeza também endurece os rostos! A cólera contra a injustiça faz a voz ficar rouca! Infelizmente, nós, que queríamos preparar o caminho para a amizade, não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos. Mas vocês, quando chegar o tempo em que o homem seja amigo do homem, pensem em nós com um pouco de compreensão. "
BERTOLD BRECHT
foto por Insurreto Marcos Pratt

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

SALTAR DE ANO, COM ALEGRIA E BRAVURA!!!

VIDA LONGA, EUFÓRICA, MOTIVANTE, TESUDA E EFICIENTE NA REALIZAÇÃO DE TODOS OS NOSSOS NOBRES SONHOS FURIOSOS E A TODOS QUE AMAM E SÃO AMADOS PELO INSURRETOS FURIOSOS DESGOVERNADOS!!! EVOÉ-NÓS!!!


chapa batida por Insurreto Marcos Pratt

10º CRÍTICA AO TEATRO FÚRIA E OS INSURRETOS FURIOSOS DESGOVERNADOS - MAURÍCIO ARRUDA MENDONÇA


Fúria Seqüestra Shakespeare e Aguarda Resgate
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Foi um delicioso encontro com Willian Shakespeare, o genial dramaturgo inglês, nascido sob o signo de touro, que há quatrocentos anos estaria tomando um porre para comemorar seus 40 anos. Ele baixou ontem lá no campus da UEL, mais precisamente no RU, onde o céu azul de outono, a velha peroba rosa, a elite universitária, e o busto de bronze de Mahatma Gandhi puderam recebê-lo através das vivas energias do grupo Fúria.
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Necas de Shakespeare apaixonado. Era Shakespeare encaixotado mesmo. Ou melhor: “Encaixotando Shakespeare”. E a peça, ligeira e engraçada foi mais um exemplo da inventividade do jovem grupo de Cuiabá que já pintou aqui no FILO 2002 com a peça “Nepal”, e agradou bastante. E como já se supunha dois anos atrás, fica a certeza de que o Teatro Fúria veio para ficar e fazer história. Marquem a cara desses caras. Guardem o nome desse grupo. “Encaixotando Shakespeare” tem uma dramaturgia ágil, criativa e brinca com as histórias de Romeu e Julieta, Othelo, Rei Lear, Hamlet, Péricles Príncipe de Tiro, com intimidade e nenhuma cerimônia. E o que é melhor, traz o velho Will para a atualidade, pra perto da gente.
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A trama é bacana. Personagens de Shakespeare, revoltados, decidem aprisionar o bardo, para que ele mude suas histórias, já que estão cansados de repetir seus trágicos fins nos 400 anos. E, de fato, a peça diverte e o grupo evidencia duas grandes qualidades. Primeira: o elenco todo atua brincando, têm gosto de fazer o que faz, enfim, se diverte. Segunda: exibe uma intensa teatralidade, exemplifica pela escolha do cenário (do qual extraem o máximo de significação), pelas soluções das cenas sempre em consonância com o texto, proporcionando tiradas simples e criativas. E é nisso que o Teatro Fúria encanta. Cria espetáculo centrado na surpresa.
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Há muitos momentos belos em “Encaixotando Shakespeare”. A cena das rosas que Romeu oferece a Julieta, os efeitos “especiais”, que dão uma dimensão agigantada às personagens, enfim, uma série de ingredientes farsescos que acabariam perdendo o impacto se eu ficasse citando aqui. Aliás, seria uma sacanagem completa com a rapaziada. E eu temo a ira do Teatro Fúria. Que fazer? O melhor a fazer é dizer pra quem está lendo essa resenha que corra até o Royal Shopping pra ver a segunda apresentação do Teatro Fúria hoje. O espetáculo é para todas as idades. Falei.
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Maurício Arruda Mendonça – especial para o Jornal de Londrina – Terça feira 11/5/2004 - durante o Festival Internacional de Londrina - 2004
foto por Insurreto Marcos Pratt

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

UM DIA PARA CELEBRAR O TRÁFICO. por Mário Maestri


O Brasil foi a nação americana mais acabadamente escravista. Foi uma das primeiras a conhecer a instituição maldita e a última entre todas a aboli-la. Se em inícios do século 19 a escravidão era realidade de apenas parte − ainda que substancial − dos USA, a instituição encobriu com seu triste manto todo o Brasil até suas décadas finais. Não houve região do país intocada pela ordem negreira.
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Na Colônia e no Império, o cativo assegurou o essencial do esforço produtivo urbano e rural, produzindo uma miríade de serviços e de produtos de que usufruiu escassamente. Fomos a região das Américas que recebeu o maior número de africanos. Dos nove a quinze milhões de trabalhadores escravizados que chegaram com vida nas Américas, três a cinco teriam desembarcado nas costas do Brasil.
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A escravidão não foi página importante da história brasileira − foi a instituição que gerou a antiga formação social luso-americana e determinou a gênese e devir do Brasil independente. Constitui a espinha dorsal e o elemento unificador da nacionalidade brasileira, determinando o passado e influindo poderosamente no nosso presente.
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A escravidão não é experiência histórica atinente apenas a grupo especial de nossa população, ainda que os brasileiros com forte afro-ascendência sofram especialmente suas duras seqüelas. Todo o brasileiro descende sociologicamente de escravizadores ou de escravizados, segundo se encontre objetiva ou subjetivamente no campo do trabalho ou do capital.
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O chocho registro do transcurso, no domingo, 23 de agosto, do “Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Tráfico Transatlântico de Escravos”, instituído pela UNESCO, materializa o relacionamento paradoxal que mantemos com o passado escravista, em geral, e com o tráfico negreiro, em especial. Sobre este último, são ainda raros os estudos que dimensionem, mesmo aproximativamente, sua magnitude e influência no que se refere ao Brasil.
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Nos anos 1560, com o declínio da escravidão dos nativos nas principais capitanias, a escravidão de africanos dominou a exploração do trabalho. Então, um terrível cordão umbilical uniu o Brasil à África, alimentando as classes proprietárias americanas e européias e dessangrando a África Negra, através da expatriação incessante de adultos e jovens, com a colaboração dos segmentos dominantes africanos.
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O desembarque incessante de cativos no Brasil, majoritariamente homens, deveu-se às duras condições médias de existência dos cativos. As necessidades da produção escravista mercantil e da submissão dos trabalhadores escravizados impediram que os negreiros concedessem em forma geral e sistêmica o direito dos cativos de viverem relações familiares estáveis, capazes de garantirem a reprodução endógena dos trabalhadores ceifados pela escravidão.
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Sequer a interrupção do tráfico transatlântico, em 1850, por pressão do governo inglês, modificou qualitativamente essa realidade. Rei morto, rei posto. O fim daquele comércio intercontinental, na ilegalidade formal desde 1831, deu lugar ao tráfico interprovincial, que deslocou legiões de trabalhadores, em grande parte já nascidos no Brasil, das províncias periféricas para as fazendas cafeicultoras do Centro Sul, fenômeno estudado em dois clássicos da historiografia brasileira − Da senzala à colônia, de Emília Viotti da Costa, e Tumbeiros: o tráfico de escravos para o Brasil, de Robert C. Conrad.
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Nesta celebração, a luta gloriosa dos cativos sublevados da ilha açucareira de São Domingos ilumina a memória dos trabalhadores e trabalhadoras ceifados aos milhões no altar da rapacidade mercantil. Em 23 de agosto de 1791, armados de seus instrumentos de trabalho, iniciaram a longa luta pela liberdade que, quinze anos mais tarde, em 1804, fundou o Haiti, primeira nação americana totalmente livre do tráfico e da escravidão. Essa saga é relatada magistralmente por C.L.R. James, em Os jacobinos negros: Toussaint l’Ouverture e a revolução de São Domingos [São Paulo: Boitempo, 2000].
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Submetido a seguir ao bloqueio das nações americanas e européias, para que o vírus da revolução anti-escravista não incendiasse as Américas, a população haitiana pagou duramente o desrespeito às classes proprietárias. Tem sido mantida em um martírio sem fim, que tem apenas como último capítulo a atual ocupação militar, que se arrasta há cinco anos, dirigida pelas tropas brasileiras, por pedido do imperialismo estadunidense e francês.
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(*) Mário Maestri, 61, historiador, é professor do Curso e do Programa de Pós-Graduação em História da UPF. E-mail: maestri@via-rs.net
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Fonte:Consciência.net

sábado, 26 de dezembro de 2009

PRESENTE?

TEM?

NÃO???




AH, ENTÃO...


FELIZ NATAL AO VENDEDOR DE PEQUI E FAMÍLIA!!! SÃO OS VOTOS DOS OBTUSOS, DO PREFEITO, E DO POVO COVARDE, IGNORANTE E ORGULHOSO!!!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

AMO MUITO TUDO ISSO


A GENTE SONHA COM DISNEY WORLD
A GENTE AMA O MICKEY MOUSE
A GENTE AMA O BIG MAC – PORQUE O PALHAÇO DIZ QUE É GOSTOSO
A GENTE AMA A COCA-COLA E ACHA O MUNDO MARAVILHOSO!

BABIAILOVIOU! BABIAILOVIOU – BABIAILOVIOU!!!

música original dos insurretos da Erva Daninha




terça-feira, 22 de dezembro de 2009

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

domingo, 20 de dezembro de 2009

sábado, 19 de dezembro de 2009

JORNALISMO MERCENÁRIO 5 - Notícia em crise Por Antonio José Soares Brandão



Os jornais acabarão?
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O jornal nasceu quando se decretava o fim da arte e a morte da filosofia, no século 19. Com a rápida expansão da internet, foi o jornal que se tornou a mais nova vítima do serial killer “progresso”. Mas a questão aqui não é de atestado de óbito. É de saber se as práticas que esses nomes figuram podem adquirir novos sentidos ou não.
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O jornal não é papel. É antes de tudo notícia. E é o formato notícia que está em crise há já algum tempo. A notícia pretende separar o acontecimento de quem conta o que aconteceu, pretende separar o noticiário de artigos de opinião e de análise, distingue fatos de interpretações. O formato notícia pretende ter o monopólio da informação neutra e objetiva. Foi com base na notícia que o jornal construiu sua legitimidade e seu prestígio.
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A internet minou essas distinções de maneira irremediável. Os processos colaborativos entre produção e consumo de informações, a cultura dos blogs, a proliferação acelerada de fontes virtuais destruíram na prática o monopólio do formato notícia.
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A omissão de notícias, a minimização ou maximização da importância de notícias, a erosão do princípio da neutralidade na exposição de notícias por ideologia ou por outros interesses, a divulgação de notícias sem segurança de veracidade, a falsificação pura e simples de “notícias” visando interesses econômicos ou políticos, feriram de morte a importância dos jornais. Tudo isso tem origens antigas, mas multiplicou-se por mil quando, na segunda metade do Século Vinte, acelerou-se o fenômeno da coisificação capitalista. Tudo que tem valor passa a ser uma coisa, com um papel a ser desempenhado nos mecanismos de mercado.
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O jornal passou a ser uma “coisa”, uma mercadoria preciosa, com diversos vetores capazes de atuar no mercado. Isso transformou os jornais em poderosas e cobiçadas empresas, sujeitas majoritariamente a seus desempenhos de mercado. E isso afastou para o plano secundário aqueles princípios que embasavam o bom jornalismo. Conseqüentemente, a base daquele valor inicial do jornal, que é sua credibilidade, foi abalada.
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É o mesmo fenômeno que gerou a atual crise financeira mundial. E assim como esta, a saída para os jornais também aponta na direção de uma maior regulamentação, que poderá advir de conselhos profissionais, associações nacionais e internacionais mas que, para salvar os jornais, terá que vir. E hoje, nas diversas atividades humanas, já há importantes movimentos de recuperação de princípios básicos e de limitações para a coisificação.
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Nesse contexto, fica fácil compreender a atual crise da ABI. E quanto à Internet ela é bem diferente do jornal. É um fenômeno que vem somar e não substituir. Se está substituindo, é porque o jornal ficou fraco. É semelhante a um folheto passado de mão em mão, em países onde há censura de imprensa.
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Fonte: Blog do Nassif
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

TRUCULÊNCIA HOJE, NO CENTRO DE CUIABÁ


"Hoje à tarde fui comprar pequi para levar para o Rio Grande do Sul para mostrar uma das delicias de nossa terra! Assim que cheguei à banca, fui surpreendida. Vieram oito homens, ditos funcionários da prefeitura de Cuiabá sem dó nem piedade foram derrubando a banca onde o trabalhador pedia, "por favor, não façam isto: tenho que levar comida pra casa!" mas nada do que o senhor dono da banca dizia escutavam. Eles pareciam robôs ou surdos, não paravam.
Foram jogando no chão os frutos, e colocando a banca em um carro com emblema da prefeitura com o nome de desenvolvimento social. O trabalhador foi agredido, mas mesmo assim tentava salvar sua banquinha. Num impulso fui junto na tentativa de que eles se humanizassem e deixassem o instrumento de trabalho deste senhor, mas nada do que falei, adiantou. Levaram não sei pra onde deixando assim mais uma pessoa sem trabalho. Depois nos disse, o senhor, que sua venda se valia à colheita de três dias dele, que foi a floresta a buscar este fruto - típico do MT - para que ocupasse as mesas da cuiabania nestas festas, e tinha planos e esperança de uma boa venda para fazer assim seu Natal e de sua família, mas, estes que deveriam ser protetores de nosso povo, foram trogloditas. Roubaram o direito e os sonhos do trabalhador e que sua ceia de Natal existisse.
Isto tem que acabar. A atitude funcional respeita o comando!
A população fechou a rua, chamaram a polícia, mas por seu incentivo o que resta ao cuiabano, afastado do extrativismo, por sua e exclusiva vontade será se acrescentar a enorme lista de meliantes que cerceiam nossa liberdade!"
ESTA GUERRILHEIRA ESTÁ INDIGNADA COM A TRUCULENCIA E COM O CERSEAMENTO AO NOSSO POVO DE LABUTAR POR SUA SUBSISTENCIA.

fonte Guerrilheiro Virtuais http://guerrilheirosvirtuais.blogspot.com/
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COMENTÁRIO A ESTA MATÉRIA, DIRETO DA ALDEIA DOS INSURRETOS FURIOSOS DESGOVERNADOS:


PARTINDO DO PRINCÍPIO QUE A RUA NÃO É DO GOVERNO FEDERAL, NEM ESTADUAL NEM TAMPOUCO DA PREFEITURA, E SIM TOTALMENTE NOSSA, DEVEMOS FAZER JUS A ISSO E NÃO NOS CONTENTARMOS MAIS SÓ COM ARGUMENTOS. OS MACACOS PAUS MANDADOS NÃO NOS ESCUTAM. PORÉM SOMOS MAIS FORTES DO QUE ELES, E SE TEMOS DE OBEDECER AS LEIS, TEMOS DE NOS CONFORMAR E OBEDECER A ÚNICA LEI A QUE ESTAMOS REALMENTE SUJEITOS: AS IMPLACÁVEIS E IMUTÁVEIS LEIS DA NATUREZA : O MUNDO É DOS FORTES.
- À FORÇA!!!
SOMOS MAIS FORTES DO QUE OS MACACOS, TANTO OS FISCAIS DO GOVERNO, COMO TAMBÉM AS POLÍCIAS, POIS ESTES, LUTAM E ESPANCAM PARA DEFENDER OS SEUS SALÁRIOS. NÓS GUERREAREMOS PARA DEFENDER AS NOSSAS VIDAS E AS RESPECTIVAS DIGNIDADES INERENTES À VIDA.

REAÇÃO POPULAR, JÁ!!!

EUFORIA
ANARQUIA!
EUFORIA
EVOLUÇÃO!!!
EUFURIA
FÚRIA!FÚRIA!!FÚRIA!!!
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RESOLUÇÃO (por Bertold Brecht)

Considerando nossa fraqueza os senhores forjaram suas leis, para nos escravizarem.

As suas leis não mais serão respeitadas, considerando que não queremos mais ser escravos.

Considerando que os senhores nos ameaçam com fuzis e com canhões, nós decidimos: de agora em diante temeremos mais a miséria do que a morte.

Considerando que ficaremos famintos, se suportarmos que continuem nos roubando, queremos deixar bem claro que são apenas vidraças que nos separam deste bom pão que nos falta.

Considerando que os senhores nos ameaçam com fuzis e canhões nós decidimos: de agora em diante temeremos mais a miséria que a morte.

Considerando que existem grandes mansões, enquanto os senhores nos deixam sem teto nós decidimos: agora nelas nos instalaremos porque em nossos buracos não temos mais condições de ficar.

Considerando que os senhores nos ameaçam com fuzis e canhões, nós decidimos: de agora em diante temeremos mais a miséria do que a morte.

Considerando que está sobrando carvão enquanto nós gelamos de frio por falta de carvão, nós decidimos que vamos tomá-lo, considerando que ele nos aquecerá.

Considerando que os senhores nos ameaçam com fuzis e canhões, nós decidimos: de agora em diante temeremos mais a miséria do que a morte.

Considerando que para os senhores não é possível nos pagarem um salário justo, tomaremos nós mesmos as fábricas, considerando que sem os senhores, tudo será melhor para nós.

Considerando que o que o governo nos promete sempre está muito longe de nos inspirar confiança nós decidimos tomar o poder para podermos levar uma vida melhor.

Considerando: vocês escutam os canhões. Outra linguagem não conseguem compreender - Devemos então, sim, isso valerá a pena: Apontar os canhões contra os senhores!!!

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